A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 30/06/2021
“Vidas Secas”, “O Quinze”, “Homens e Caranguejos”, algumas obras literárias entre várias outras que retrataram a miséria e a fome desde o século 19 no Brasil. Hoje, anos depois, o cenário dessas histórias ainda é uma realidade. Logo, a problemática vem ocorrendo devido à má distribuição de renda no país e ao desperdício exacerbado de alimentos.
Primeiramente, a grande desigualdade social é um dos grandes motivadores da fome no país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25,4% da população vive na linha de pobreza, e o maior índice se dá na região Nordeste, onde 43,5% da população se enquadra nessa situação. Mostrando cada vez mais, que o Brasil é um país onde para um indivíduo sair dessa linha da pobreza é quase impossível.
Outrossim, também é um fator agravante, a má distribuição de alimentos pelas regiões. Desse modo, de acordo com estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, no Brasil, quarto maior produtor mundial de alimentos, 50% do estoque se perde na distribuição, devido a embalagens impróprias que causam danos aos alimentos, e 30% nas centrais de abastecimento e comercialização. Somando a isso, casas brasileiras são responsáveis por desperdiçar 41 mil toneladas de alimento por ano, ou seja, não é só um problema econômico, mas também sociocultural, na qual o que se come passou a ser mais um bem de consumo do que uma necessidade.
Dessa forma, é notório que a questão da fome é não só pela falta de planejamento governamental, mas pela falta de consciência da população. Logo, faz-se necessário um marco regulatório sobre o tema, evitando o desperdício nas casas com leis que controlem a quantidade e qualidade de alimentos desperdiçados por cada família, para que assim, cada vez mais, tenhamos menos desperdícios e mais pessoas alimentadas. Contudo, é de extrema necessidade também, que o governo federal, por meio de leis de apoio a população, providencie ao longo do ano auxílios financeiros para que pessoas com necessidades financeiras consigam comprar alimentos.