A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 01/07/2021

Segundo análises do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil, sendo que, o Nordeste é a região que mais sofre com esse problema. Tal quadro, deve-se por elementos como a desigualdade social e a exportação em massa dos produtos agrícolas.

Sob essa perspectiva, pode-se fazer um paralelo entre a fome e a desigualdade, já que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo assim quanto é a região Nordeste em panorama nacional. Essas afirmações podem ser feitas com base nos Coeficientes Gini, instrumento que mede a concentração de renda de determinados grupos. Com isso, é indubitável a necessidade de reparar esse cenário degradante.

Outrossim, convém citar a teoria demográfica Malthusiana, formulada no século XVIII pelo economista inglês, Thomas Malthus, na qual o ritmo de crescimento populacional ocorre de forma geométrica, enquanto o de recursos alimentares, de forma aritmética. Isso infere que, não haverá comida para todos, no entanto, a Revolução Verde nos anos de 1960 reverteu consideravelmente as circunstâncias, com a introdução de novas tecnologias no meio agrário. Todavia, a produção criou foco em exportações por serem comercialmente mais lucrativas, assim, diminuindo a oferta e elevando os preços do mercado interno.

Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Cidadania, aprimore os programas assistenciais e principalmente o Auxílio Cesta Básica, aumentando por exemplo, o crédito dos cadastrados. Isso, com o intuito de suprir as necessidades dos cidadãos que não têm renda suficiente para providênciar o próprio sustento. Adicionalmente, uma formação educacional de maior qualidade pode ser fornecida pelas escolas, com a finalidade de permitir melhores oportunidades de emprego para os habitantes. Só então, será possível retificar a realidade brasileira.