A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 02/07/2021
Notícias nos diversos telejornais e demais veículos de comunicação dão conta de que, todos os dias, milhões de cidadãos passam fome no Brasil. Essa, é uma infeliz constatação dos principais órgãos públicos responsáveis pela análise da situação econômica da população, como o Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE. Nesse cenário, alguns fatores surgem como principais responsáveis por essa trágica realidade socioeconômica como a má distribuição de renda e o desemprego, o que merece intervenção por parte do poder público.
Inicialmente, cumpre destacar que o Brasil é um dos países com maior discrepância na divisão de suas riquezas. Nesse sentido, o portal UOL, apresentando relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, afirma que 1% da população do país concentra mais de 28% da renda gerada. Assim sendo, é fácil concluir que a maior parte das pessoas é obrigada a viver com um valor insuficiente para arcar com as despesas básicas, inclusive a alimentação.
Além disso, é importante mencionar ainda que outra parcela significativa dos trabalhadores não está no mercado de trabalho. Nesse íterim, o IBGE afirma que quase 14 milhões de brasileiros estavam desempregados em 2020. Ainda de acordo com o mencionado órgão, as causas desse fenômeno são as mais diversas, como falta de qualificação de mão obra. Dessa forma, os efeitos da desigualde social são potencializados e acabam aumentando o número de pessoas que passam fome por não ter condições financeiras de comprar alimentos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema em discussão. Para tanto, o Ministério da Economia deve implementar o imposto sobre grandes fortunas, através do envio de projeto de lei ao Congresso Nacional, objetivando distribuir melhor a renda no país. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego deve fomentar a qualificação de mão de obra, por meio da criação de cursos profissionalizantes, visando criar oportunidades para a entrade de jóvens no mercado de trabalho. Com essas medidas, será possível diminuir as desigualdades sociais decorrentes da má distribuição de renda, o que deve desacelerar a escalada da fome no Brasil.