A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 04/07/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade atual é o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão da fome e seus motivadores no Brasil impedem a concretização dos planos de More. Dessa forma, em razão do silenciamento e da falta de empatia, emerge um problema complexo.
Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente do impasse. Sob esse viés, Jurgen Habermas, filósofo alemão, em sua teoria da comunicação, defende que a comunicação é o primeiro passo para a resolução de reveses. Desse modo, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a fome e seus fatores de ocorrência, visto que muitas pessoas não vivem a realidade do tema e, por consequência, pouco discutem sobre ele. Assim, medidas são necessárias para mitigar o imbróglio.
Ademais, a ausência de empatia da nação transforma-se na marginalização e exclusão de cidadãos em miséria. Segundo a filósofa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Acerca disso, a afirmação atribuída a autora pode ser aplicada aos indivíduos que se acostumam com a questão da fome, já que mais vergonhoso que os altos índices desnutrição divulgados pelo IBGE é o fato da pátria se habituar a essa realidade e pouco aplicar Políticas Públicas. Com efeito, a indiferença da sociedade é uma das motivações da adversidade.
Portanto, o tema da fome é supracitado é um assunto importante. Nesse quadro, o Governo Federal deve criar campanhas publicitárias, por meio da captação de recursos da União. As publicidades têm a obrigação de demonstrar a realidade dos lugares onde existe fome, as consequências negativas para as vítimas e solicitar doações de alimentos de todos estados do Brasil. A finalidade disso é fomentar debates e a empatia da população brasileira sobre a problemática.