A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 04/07/2021

O livro “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, retrata o drama de uma família nordestina a qual convive com a fome. Fora da ficção, essa é a realidade de muitos brasileiros. Segundo dados do UOL, 2021, 19 milhões de pessoas no Brasil sofrem com a falta de alimentos. Esse número é o reflexo das precárias condições nas quais vivem esses indivíduos, em decorrência da desigualdade social. Outrossim, a atual pandemia do novo coronavírus agravou tal fenônemo, pois provocou mudanças na sociedade.

Primordialmente, de acordo com o Humanisno, século XV, o homem é o centro de tudo. No entanto, essa ideologia não é seguida na sociedade contemporânea, dado o elevado número de sujeitos sem nutrição. Isso é efeito das disparidades sociais, por motivo dessas impossibilitarem a compra de alimentos. Nesse contexto, o sujeito da baixa classe encontra-se sem poder de aquisição. Assim, uma fração do povo sofre com a carência nutricional. Desse modo, o ser é marginalizado, ao contrário do que prega a lógica humanista.

Ademais, o surto do novo coronavírus intensificou a fome no país. Em consequência das ações preventivas, diversas famílias ficaram sem renda, devido a impossibilidade de sair para trabalhar. Esse cenário condiz com o pensamento de Durkheim, conforme esse sociólogo a desarmonia entre os fatores constituintes de uma nação gera “anomia social”. Logo, observa-se essa “anomia” na sociedade brasileira, pois com a inviabilidade de laborar, uma grande parcela é acometida pela escassez de alimentação.

Portanto, cabe ao Governo Federal realizar medidas de combate à fome, como: oferta emergencial de recursos e capacitação da mão de obra, a primeira é uma ação imediata, e a segunda, um aprimoramento a longo prazo a fim de proporcionar mais opções de emprego aos cidadãos. Essas providências têm como o fito coibir a desnutrição no Brasil. Dessa forma, a fome estará presente apenas na literatura, e reduzir-se-á o número real de pessoas nessa situação.