A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 03/07/2021

Na obra cinematográfica “Ai Que Vida!” é retratada em certa parte do filme, a realidade de uma criança e sua avó, que por condições precárias, não possuem o direito de se alimentar. Ao pedirem recursos para comer, os governantes da cidade negam, acarretando assim, na morte do menino. Longe das telas, a realidade se faz presente na sociedade brasileira, que já muitos ainda vivem uma realidade de fome, motivada pelo abandono governamental e desigualdade social.

Dessa forma, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) cerca de 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil, e em pesquisa mais recente, esta realizada em 2014, relata que muitos destes passam um dia inteiro sem realizar nenhuma refeição, pois não possuem dinheiro para comprar comida. A desigualdade social entre nesse ponto, enquanto o poder de compra e riqueza estão concentrados na mão de poucos, muitos vivem a aflição de não possuirem ao menos uma refeição por dia, justamente por não possuirem a mínima condição de comprar algo para se alimentar. Assim, é visto que a realidade da escassez ainda é um problema a ser enfrentado na sociedade verde-amarela.

Outrossim, o abandono da parte dos grandes governantes é de enorme importancia nos fatores que motivam a fome, já que assim como no filme supracitado, grandes massas populacionais morreram e morrem por causa da comodidade em resolver o problema. O governo não apresenta tentativas claras para resolver a questão da fome no país, pois como é de conhecimento geral, muitos programas sociais possuem seus furos e não chegam para todos, e sem a ajuda - ou ao menos a atenção - do governo, não haverá grande resolução do problema. É preciso atenção, preocupação e medidas.

E de modo a mudar a situação de uma vez por todas, providências são necessárias para resolver o problema da fome no Brasil e seus fatores motivadores. O mais rápido possível, o Governo Federal junto com os governantes de cada estado devem criar programas de benefícios destinados a cada nível da “insegurança alimentar”, que iriam avaliar cada situação para que assim a situação fosse revertida. Tal medida seria realizada em todo o território brasileiro, em cada cidade, em cada estado. Por meio dos impostos pagos, uma parcela seria retirada dos mesmos para que assim, toda a sociedade canarinha, pudesse ajudar aqueles que precisam, para que o problema pouco a pouco vire apenas um pesadelo do passado e para que mais vidas sejam poupadas.

Apenas com o apoio dos diversos setores do poder e a ajuda da população será possível exorcizar o fantasma da fome, que assombra os que aqui vivem. Fazendo com que o longa “Ai Que Vida!” não passe de ensinamento.