A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 31/07/2021

O artigo 5º, da Constituição Federal de 1888, defende direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão da fome, que, além de grave, torna-se inconstitucional. Nesse contexto, torna-se evidente as causas da falta de investimentos e consumismo.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de investimento é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo o Instituto Braseleiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2016 e 2017, a pobreza no Brasil passou de 25,7% para 26,5% da população, cerca de 55 milhões de pessoas vivem com  menos de 140 reais mensais. Diante dessa perspectiva, problemas como o da fome florescem em virtude da miséria que aumentaram em grande proporções, sendo assim, é necessário investimento e ações para a erradicação do problema

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do consumo. Nesse sentido o conceito de “ sociedade do consumo’’ se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão da fome. Platão contribui para a discussão, ao defender que o amor, era o desejo por aquilo que não se tem. Assim, percebe-se uma analogia entre amor platônico e o consumo, em virtude daquelas pessoas que não tem como garantir seu desejo naquilo que não está presente.

Portanto, urge, medidas que modifiquem este cenário. Dessa forma, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pasta responsável por formular e implantar as políticas para o desenvolvimento do agronegócio. Deve desenvolver um projeto “Fome jamais’’ disponibilizando cestas básicas com alimentos fundamentais para o bom funcionamento do corpo, destinados àquelas pessoas com renda inferior. Desse modo, promover a segurança alimentar, redução das desigualdades e inclusão social.