A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 04/07/2021

No filme: “O menino do pijama listrado”, narra a história de Bruno, que vive em uma bela casa com alimentos em fartura, e o menino Shmuel, um garoto que, no século XX, vivia em um campo de concentração, onde trabalhava e passava fome. Fora da ficção, especialmente no Brasil, percebe-se uma realidade semelhante a do filme no que tange à questão da fome e seus fatores motivadores. Nesse contexto, observa-se um grave problema, em virtude da desigualdade social e da negligência estatal.

Sob esse viés, convém destacar a desigualdade social como um fator determinante à fome no Brasil. De acordo com Adenauer, político alemão, todos vivem sob o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizonte. Nesse sentido, é indiscutível que no Brasil, nono país mais desigual do mundo, há pessoas que vivem sob o mesmo “horizonte” de Schmuel, o qual passava fome sem que medidas fossem criadas, tendo em vista os indivíduos que se encontram em situação de carência no Brasil. Dessa forma, a classe mais vulnerável da população encontra-se em estado de desnutrição - principalmente crianças.

Por outro lado, a negligência estatal é outro fator responsável pela fome e seus fatores motivadores. Nessa perspectiva, é válido ressaltar o Pacto social, do contratualista John Rawls, o qual afirma a importância do Estado em garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos. No entanto, há uma quebra desse contrato no que diz respeito à alimentação brasileira, pois, apesar da existência do programa “fome zero” - criado no governo Lula - o Estado atua passivamente em medidas capazes de amenizar esse quadro - como auxílios voltados à alimentação básica -, o que impossibilita a resolução do problema. Desse modo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, é imprescindível que o poder público, no papel do poder executivo, crie órgãos capazes de combater a desigualdade social, por intermédio de auxílios e mais projetos voltados à alimentação básica brasileira, a fim de mitigar os entraves causadores da fome no Brasil. Ademais, as empresas alimentícias diminuírem os valores dos alimentos, por meio de descontos nos produtos alimentícios de acordo com a renda dos cidadãos, com o fito de tornar o acesso à alimentação básica igualitária. Dessa maneira, o Brasil cumprirá com o “pacto social”, proposto por John Rawls.