A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 06/07/2021

No filme brasileiro, “Opostos”, o protagonista passa um tempo da sua vida morando na rua e sem ter o que comer por várias vezes. Paralelamente a isso, infelizmente, existem brasileiros que passam por essa situação em todo território nacional. Isso se deve, sobretudo, a negligência governamental e a falta de empatia dos indivíduos.

Diante desse cenário, faz-se necessário pontuar que a falta de ações do Estado no que diz respeito a questão da fome no país é um dos fatores que ajudam no impasse. Sob tal lógica, o filósofo grego Aristóteles defendia que o objetivo da política é dar uma vida digna aos cidadãos. Todavia, esse ideal aristotélico não se cumpre na sociedade brasileira, uma vez que existem pessoas passando fome e o Estado não age de forma eficiente sobre tal questão. Portanto, é imprescindível a reversão do cenário em debate.

Ademais, a falta de de empatia presente nas relações humanas do século XXI também ajuda na manutenção desse viés. Nessa perspectiva, o escritor polonês Zygmunt Bauman, cita em seu livro “Modernidade Líquida”, sobre a liquidez existente nas relações pessoais dessa época. Essa liquidez - também definida como fragilidade - faz com que as pessoas parem de se importar com as outras, e consequentemente, com seus problemas. Desse modo, atitudes devem ser tomadas para desfazer tal conjuntura.

Logo, para mitigar a problemática em questão, é necessário que o Governo, através das prefeituras, crie projetos sociais - como doar cestas básicas e arrumar empregos para aqueles que não possuem condições financeiras - a fim de saciar a fome daqueles que, lamentavelmente, não possuem comida. Outrossim, é fundamental que as famílias, juntamente com a escola, ensinem as crianças e adolescentes a possuírem empatia pelo próximo, com o fito de construir uma sociedade mais altuísta. Dessa maneira, a questão da fome no Brasil será mitigada e seus fatores motivadores serão anulados.