A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 06/07/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê, como fundamental, o acesso à alimentação de qualidade para todos. Entretanto, esse é um cenário longínquo para milhares de brasileiros que passam fome no País, o que caracteriza um grave problema social. Nesse sentido, a negligência governamental e a desigualdade social são apenas alguns dos impulsionadores do revés.
Em primeiro plano, é fundamental destacar a passividade das autoridades nesse contexto. Segundo o escritor José Saramago, em seu livro ‘‘Ensaio Sobre a Cegueira’’, a cegueira social é caracterizada como a incapacidade de enxergar de forma crítica a realidade do outro. Da mesma forma, infelizmente, o Estado encontra-se ‘‘cego’’ em relação à fome no território nacional, haja vista a escassez de medidas públicas que auxíliem famílias de baixa renda a complementarem a alimentação. Logo, é inaceitável que, em um País com uma Constituição Cidadã que valoriza os Direitos Humanos, tal descaso continue acontecendo e impactando negativamente a vida de milhares de brasileiros.
Além disso, a desigualdade social também é outro agravente do óbice. Sob essa ótica, o livro ‘‘Quarto de Despejo’’, de Carolina Maria de Jesus, retrata uma família que vive em condição de extrema miserabilidade e demonstra como o acesso à uma alimentação de qualidade é uma perspectiva distante da sua realidade. De maneira análoga, lamentavelmente, esse cenário se repete entre a população que não possuí acesso a condições mínimas de subsistência, o que perpetua a condição social desses indivíduos. Logo, é incoerente que o Brasil seja mundialmente conhecido pela sua elevada produção de alimentos, mas permaneça inerte à fome em seu território.
Posto isso, faz-se imprescindível a criação de estratégias para a mitigação da fome no País. Posto isso, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pela administração do território nacional - promover programas que tenham o intuíto de distribuir alimentos para a população. Isso pode ser feito por meio de campanhas e parcerias com redes de supermercados, a fim de que os direitos previstos na Magna Carta sejam cumpridos.