A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 07/07/2021
Agro não é “tec”, agro não é “pop” e agro não é tudo. Apesar de ser um país agroexportador, que alimenta milhões de pessoas por todo o mundo, o Brasil ainda conta com uma parcela significativa da sua população em condições de insegurança alimentar. Em contradição à isso, atualmente no Brasil, devido os fatores econômicos, tal qual a má distribuição de renda acrescido do alto disperdício de alimentos, a pátria volta ao mapa da fome.
Primeiramente, é de suma importância evidenciar que o processo de colonização tem ligação direta com a produção em larga escala, utilizada hoje no Brasil. Uma vez que, antes da chegada do colonizador europeu a produção agrícola era basicamente para subsistência dos nativos aqui presentes. Diante disso, a implementação da monocultura efetivada durante o período colonial possibilita que o país produza muito até os dias de hoje, mas nem tudo que é produzido é mercadologicamente vendável, fazendo com que tenha um grande disperdício de alimentos perfeitamente consumíveis.
Ademais, outro contribuinte para que a fome seja uma realidade de muitos da nação é a desigualitária distribuição de renda, que segrega e impossibilita que muitas pessoas tenham acesso a uma alimentação de qualidade. Tendo em vista que o foco da produção agrícola do país é totalmente focado no comercialização externa, fazendo com que os excedentes que ficam para o comércio interno sejam produtos com uma qualidade inferior e com um valor elevado.
Diante dos fatos apresentados, medidas são necessárias para mitigação do impasse a cerca da fome no Brasil. Compete ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a criação de um projeto que recolhe e repassa os alimentos que não são esteticamente comercializados por um preço mais acessível, uma vez que esses produtos estejam em condições de consumo. É de responsabilidade do Ministério da Economia (ME) a ampliação de verbas destinadas a projetos que visão a erradicação da fome no país. Por parte da iniciativa privada deve ocorrer parcerias com organizações não governamentaias que distribuem comida para pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar, contribuindo assim para a redução e quem sabe extinção de indivíduos famélicos.