A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 04/08/2021

A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, em 1948, divulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esse documento, é norteador e de extrema importância para estipular, alem de auxiliar na fiscalização dos direitos e dignidade da pessoa humana. Nesse contexto, os índices de fome no Brasil contrapõem as leis e diretrizes acerca da garantia das necessidades básicas do homem, bem como os artigos previstos em constituição nacional.

Em primeiro lugar, entender que o problema do Brasil não está na ausência de alimentos e sim na má distribuição é fundamental para o debate em questão. Prova disso, são os dados que mostram o país como o 3° maior produtor mundial de alimentos, atrás apenas da China e Estados Unidos, de acordo com matéria produzida pelo BBC News. Outro fator importante é o fato de que o abastecimento interno de alimentos provém em grande maioria da agricultura familiar, sendo que, muitas vezes, essas mesmas famílias também são afetadas pela fome, de acordo com o jornal. Assim, além da população brasileira não consumir grandemente da sua produção é visto que as mesmas pessoas que produzem são as que convivem com o drama da insegurança alimentar.

Além disso, a dificuldade ou até mesmo impossibilidade de muitas pessoas garantirem seus alimentos vem da situação de pobreza que abraça não só o problema da fome mas tambem precariedade em muitos outros setores da vida. O desemprego e a não perspectiva de renda é o que leva cerca de 10 milhões de brasileiros passarem pelo estado de insegurança alimentar de acordo com dados do IBGE. Diante disso, garantir o estado de plenitude populacional no que diz respeito à nutrição vai além da ausência de alimentos somente.

O estado de insegurança alimentar de muitos brasileiros, é portanto, reflexo de questões como o desemprego e situação de pobreza. Diante disso, ações para minimizar os problemas da fome, bem como garantir maior autonomia aquisitiva da população é fundamental. Com isso, além da ampliação dos  programas de assistencialismo governamental por meio do Ministério da Econômia, é necessário incentivo econômico e fiscal aos produtores da agricultura famíliar com auxílio do Ministério da agricultura assim como programas governamentais de emprego à população os quais incentivem tambem os que dependem do mercado informal. Somente assim, terá-se uma sociedade que respeite os direitos humanos e garanta o mínimo das necessidades básicas a exemplo da segurança alimentar.