A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 07/07/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem estar na sociedade. Entretanto, a questão da fome no Brasil, apresenta graves fatores, principalmente em uma fase de pandemia vivenciada no século XXI, não garantindo a alimentação como um direito social. Diante disso, se faz à análise desse contratempo.
Basilarmente, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater o crescimento da fome. Diante disso, a piorar da alimentação de muitos brasileiros, tem impacto direto no sistema imunológico, segundo estudos e especialistas, na capacidade do corpo de combater invasores, dessa forma, deixando o corpo exposto a doenças. Nesse sentido, essa declaração segundo o filósofo, John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como saúde e alimentação, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de instituições promovendo alimentação aos necessitados, como impulsionador da desigualdade social no Brasil. Diante de tal exposto, mais 65 milhões de pessoas que não ingerem a quantidade mínima diária de calorias, número extremamente elevado, tendo em vista a extensão territorial do país que apresenta grande potencial agrícola, o que é irrelevante, uma vez que existe uma concentração fundiária e de renda. Logo, é inadimissivel que o cenário continue.
Contudo, é imprescindével que o Governo Federal por intermédio do Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, disponibilize locais para alimentação, e retiradas de cestas básicas, com o fim da diminuir a anemia e má nutrição da sociedade. Assim, se consolidando um Estado que desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.