A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/07/2021

A Constituição Federal de 1988, prevê como um direito básico a alimentação. Entretanto, no cenário atual brasileiro, uma grande parcela da população ainda sofre com a fome. Isso deriva, principalmente, da grande quantidade de produtos agrícolas destinados à exportação, o que encarece a mercadoria interna, e também da alarmante desigualdade de renda no país.

Diante disso, cabe ressaltar que o alimento é essencial para a manutenção da vida. Nesse contexto, segundo o portal de notícias G1, o Brasil exporta produtos agrícolas para 180 países no mundo. Assim, o mercado alimentício interno eleva o preço das mercadorias, desfavorecendo a população mais pobre, pois sabendo que pelo menos 50%  dessa sobrevive com menos de um salário mínimo mensal, torna-se quase inviável obter comida. Logo, é inadmissível que em um país que produz alimento em massa, ainda haja habitantes acometidos pela insegurança alimentar.

Ademais, mesmo mais de três décadas após a promulgação da Constituição Federal, suas prerrogativas não são plenamente cumpridas. Isso, porque, mais de 7 milhões de pessoas vivem em situação de fome, efeito de uma distribuição de renda desigual, visto que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a renda média da população pobre gira em torno de 413 reais mensal. Dessa maneira, esses indivíduos tornam-se vítimas de um grande problema social: a escassez de alimento.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, juntamente ao Ministério da Economia, devem favorecer a aquisição de produtos alimentícios pela população pobre, por meio de políticas públicas — vale alimentação e descontos em grandes redes de supermercados, por exemplo — aplicadas de forma proporcional às necessidades de cada região. Espera-se, com isso, levar esse problema à extinção e fazer “jus” aos direitos garantidos pela Constituição Federal do Brasil.