A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 22/08/2021
No Período Neolítico, o homem desenvolveu a agricultura, com a escassez de alimento e a necessidade de produção excedente, as técnicas agrícolas foram aperfeiçoadas, posteriormente na Europa, a Revolução Verde e o avanço nas áreas da biotecnologia permitiram o desenvolvimento de alimentos geneticamente modificados. Na contemporaneidade, a escassez de alimento não é mais um problema, contudo o alto preço dos alimentos e a grande exportação dos produtos agrícolas contribuem para a questão da fome no Brasil.
Inicialmente, o maior desafio são os valores elevados dos alimentos, o que leva a população a consumir mais alimentos ricos em glicídios e pobres em proteínas, agravando a insegurança alimentar que é classificada em leve, moderada e grave, segundo o IBGE. De fato, tal atitude se relaciona ao contexto social defendido pelo sociólogo Émile Durkheim, de que a sociedade determina as ações do indivíduo. Um exemplo disso é a demasiada segregação alimentar que impede que os brasileiros de baixa renda tenham acesso diário a todos os nutrientes essenciais na proporção correta, provocando doenças carenciais e distúrbios alimentares como raquitismo e nanismo, impedindo o pleno desenvolvimento físico e psicológico principalmente dos infantes que se tornarão adultos doentes.
Ademais, o grande volume de exportação dos produtos agrícolas nacionais agrava a fome no Brasil. De acordo com José Saramago, a sociedade vive um fenômeno de cegueira moral, que consiste em se preocupar apenas com os interesses próprios sendo indiferente diante de um problema social. De acordo com o escritor português, enquanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não priorizar o abastecimento do mercado interno com preço justo, parte da população continuará em situação de fome, se tornando cidadãos apáticos e sem vigor físico e capacidade intelectual para trabalhar devido à falta de nutrientes.
Destarte, para acabar com a questão da fome no Brasil, é necessário que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conceda incentivos fiscais aos pequenos e médios produtores rurais que priorizam o mercado interno comercializando seus produtos nas feiras locais, permitindo que a população de baixa renda tenha acesso aos nutrientes essenciais e a uma dieta adequada. Em adição, o Estado deve incentivar a população a comprar alimentos por semana, reduzindo os estoques em casa com o objetivo de abaixar os preços.