A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 16/07/2021

Dirigido por José Padilha, o documentário “Fome” (2009), aborda a realidade de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar que residem no estado do Ceará.  Não tão distante da obra cinematográfica, de acordo com artigo da revista “ISTO É”, quase 120 milhões de brasileiros passam fome ou encontram-se em situação de insegurança alimentar. Tal realidade é provocada pela forte desigualdade na distribuição de renda no país e acaba sendo reinforçada por fatores como a baixa escolaridade e a deficiência hídrica, vigorosamente presentes em áreas interioranas do Norte e Nordeste do país.

A priori, de acordo com dados do IBGE, os índices de insegurança alimentar apresentaram crescimento entre os anos de 2013 e 2018, em virtude da recessão econômica sofrida pelo país nesse período, agravando a situação orçamentária de diversas famílias. Nesse viés, segundo a instituição “Olhe Para a Fome”, a escassez alimentícia no Brasil concentrou-se nas regiões Norte e Nordeste do, cujos interiores apresentam secas hídricas e precários sistemas de saneamento básico, resultando nas menores expectativas de vida do pais. Sendo assim, a fome no Brasil permanece em ascendência, impossibilitando a conclusão de uma das principais metas da Agenda 2030: a erradicação da fome.

Em segunda análise, apesar de estar entre os 20 maiores  do mundo, o Brasil possui a 2ª maior concentração de renda do planeta, reinforçando o fator da pobreza como uma das grandes problemáticas da procedência crônica da fome em seu território. Estudos indicam que, os impostos aplicados no país pesam mais para famílias mais pobres, sua mobilidade social tendo em vista que a economia de dinheiro torna-se inviável. Assim, o fato do 1% mais rico possuir cerca de 28% da riqueza nacional, contribui para a manutenção da fome no Brasil.

Dessa maneira, torna-se necessário que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento promova, em parceira com câmaras estaduais e municipais o desenvolvimento de elaborem juntamente de gigantes da agricultura como Bayer e UPL, a adaptação das regiões afetadas para a realização da agricultura familiar, visando reduzir a presença da fome nesses locais. Além disso, é preciso também a elaboração de projetos sociais que objetivem o acesso a educação e saneamento básico em tais áreas, através da construção de escolas e estações de tratamento de água para as populações locais, diminuindo a taxa de mortalidade assim como a insegurança alimentar.