A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 16/07/2021

Consta no artigo 6º da Constituição Federal de 1988, “Assegurar o direito à alimentação e, com ele, a soberania e a segurança alimentar e nutricional…”. Todavia, decorrente de aspectos socioeconômicos, a fome é um problema que atinge um número elevado de habitantes no Brasil, e no mundo. Nesse contexto, a erradicação deste fator é crucial para a vida dos cidadãos brasileiros

Em primeiro lugar, é imprescindível expor os efeitos da política econômica dentro do tema da fome. Segundo, Kiko Afonso, diretor da ONG Ação da Cidadania em entrevista à BBC, constatou que o brasil possui “Uma política de governo que olha para o agronegócio e para exportação em detrimento do pequeno produtor”. Desse modo, a grande taxa de alimentos exportados desencadeia a escassez dos produtos, que no mercado interno aumenta seu preço, assim dificultando a compra destes pela população de baixa renda. Sendo assim, é imprescindível que se amplie o debate a respeito da problemática.

Concomitantemente a isso, é válido ressaltar o crescimento econômico, insuficiente para acabar com a pobreza no Brasil. Conforme dados do Ministério da Cidadania, 39,9 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza no Brasil. Por conseguinte, isso acontece primordialmente devido à concentração de renda, caracterizando a desigualdade social, que fica explícita quando se infere a grande população que é impedida de comprar alimentos, pelo fato de viver em estado de extrema pobreza. Logo, é indispensável uma reformulação das ideias supracitadas.

Em suma urge-se medidas para solucionar os fatores motivacionais da fome. Portanto, compete aos Ministério da Economia, e Planejamento, reformular as políticas econômicas do Brasil, promovendo ações de incentivo ao comércio local, a diminuição dos impostos do produto que fica, para que a economia volte a girar mais igualitariamente. Ademais, cabe aos Ministros da Cidadania, e Economia, reformular antigas iniciativas, como o Fome Zero e o Bolsa Família, e em conjunto de ONGs, promover campanhas de doação de alimentos, além de, e a um longo prazo, planejar uma melhor distribuição de renda, para sanar o problema da desigualdade social. Logo é culminante para vida dos cidadãos brasileiros a desconstrução do panorama da fome.