A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 16/07/2021

Com elevadas taxas, pode-se dizer que a fome ainda é um sério problema no Brasil. Visto que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de sete milhões passam fome diariamente. Por certo, também é importante evidenciar que tanto a desigualdade social quanto o alto desperdício de alimentos no país, são fatores que contribuem com o agravamento da problemática.

Em primeiro lugar, é preciso analisar que a desigualdade social é um fator que exalta a porcentagem de pessoas que passam fome no Brasil. Em virtude disso, os moradores de rua assim como moradores da periferia, estão extremamente relacionados a isso. São pessoas que possuem grandes dificuldades no acesso a um trabalho remunerado, além de sofrerem uma enorme exclusão social, vivendo em condições suscetíveis a várias situações, uma delas sendo a insegurança alimentar. Conforme o IBGE, 25,4% da população vive na linha da pobreza e o maior índice se dá no Nordeste, onde 43,5% da população se enquadra na situação por falta de distribuição de renda e de educação.

Em segundo lugar, torna-se relevante ressaltar que segundo uma pesquisa feita em dezembro de 2020 pela Rede brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), que mais de 116,8 milhões de pessoas estão sem acesso pleno e permanente a alimentos. O número é mais da metade do número da população total, e engloba pessoas que não se alimentam como deveriam, com qualidade e em quantidade suficiente. E mesmo assim, cerca de 41 mil toneladas de comida são jogadas fora por dia. Se fossem distribuídas só os alimentos que vão para o lixo por estética, a maioria destas 116,8 milhões de pessoas, não estariam nessa infeliz situação.

Sendo assim, para que essa problemática da fome seja solucionada, torna-se importante inúmeras mudanças. Portanto, que venham com o intuito de ajudar a radicalizar a insegurança alimentar. Logo cabe, uma conscientização em domicílios para o controle  ao desperdício, servir-se em porções proporcionais à fome, planejar suas refeições e armazenar os alimentos adequadamente. Além disso, o governo deve oferecer condições para que os cidadãos tenham mais possibilidade de se auto sustentar através de trabalho e uma remuneração digna.