A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 16/07/2021
No Brasil dês de 2010 o acesso a alimentação é considerada pela constituição como um direito social brasileiro, entretanto, os dados mostram que cada vez mais leis como está são ineficazes quando fora do papel. Afinal, por mais que em 2013 a fome teve uma melhora segundo o Instituto brasileiro de geografia e estatística essa situação já mudou drasticamente. Como pode ser visto pelos dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar, que mostra que em 2020 mais de 19 milhões de brasileiros se encontram em situação de fome 9 milhões a mais que em 2018.
Portanto, a fome vem evoluindo em um ritmo assustador, o que é humilhante a nível global para uma nação como o Brasil. Que por sua vez é um dos maiores exportadores de produtos alimentícios no mundo. E como se não bastasse essa situação irônica, vemos que todos os projetos de redistribuição vem se tornando cada vez mais ineficientes. Como podemos ver por exemplo no Bolsa família, que tem seu beneficio cada vez menor, visto que os valores não se atualizam ao mesmo ritmo da inflação. Logo, é de se concluir que sendo o Brasil um grande exportador de alimentos este problema é única e exclusivamente administrativo. Visto que boa parte dos produtores optam pela exportação em busca de melhores ofertas.
Ou seja, a fome um problema de muitos e a procura por melhores preços um problema exclusivo de poucos, é de se concluir que a democracia é meramente um mito. Afinal, quando a fome de muitos vale menos que o lucro de poucos é mais do que clara a confirmação desta mentira.E toda essa situação se torna mais ridícula em situações de crise como na pandemia da Covid-19, onde vemos a população em massa morrendo e perdendo suas principais fontes de renda. Como por exemplo, em 2020 onde o desemprego bateu recorde segundo o instituto brasileiro de geografia e estatística. E mesmo assim o governo se nega a agir com agilidade para garantir uma renda que permita no mínimo uma sobrevivência miserável as pessoas afetadas. Objetos de redistribuição de renda como o Bolsa família ou o Auxilio emergência são medíocres. Entretanto, nessa sociedade tão injusta eles são o mínimo que deve ser exigido para que todos tenham o direito a vida.
Sendo assim, cabe aos órgãos federais garantir ao menos agilidade e consistência para com estas ferramentas de redistribuição de renda. Por meio de inúmeras reformulações dos mesmos. Que garantam além disso um valor mais justo e recalculado para com os dias e as necessidades atuais da população. Pois por mais que mecanismos como estes não sejam ideais, por hora ainda são a melhor alternativa. Para que assim a fome possa deixar de se tornar um problema cada vez menor e menos ridículo para com os padrões brasileiros de produção alimentícia.