A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/07/2021

Machado de Assis, em vida, publicou no Diário do Rio de Janeiro que haviam dois “brasis”, o real, do povo, e o oficial, que é caricato e burlesco. Tais palavras podem ser ditas antigas, no entanto, reverberam até os dias atuais devido às mazelas sociais prejudicarem, em maior escala, as camadas a margem da população. Indubitavelmente, a questão da fome é uma das que mais afligem às classes baixas e seus motivos podem estar beneficiando outras pessoas.

De acordo com a ONU, dez por cento de todo o desperdício de alimento ocorre na colheita e cinquenta por cento no transporte. Sendo assim, evidencia-se que a gestão atual de bens alimentícios peca ao efetuar seu trabalho. Visando que um melhor serviço a sociedade redistribuiria estes produtos com a finalidade de sua maior disponibilidade à população.

Outro fator que potencializa a problemática da fome é o poder de compra do brasileiro médio, que está em constante declínio devido à inflação. Porque, de acordo com o IBGE, o IPCA acumulado em um ano pode chegar a quatorze por cento, enquanto em países desenvolvidos essa quantia cai para menos um por cento. Dessa forma, conclui-se que o acesso a comida em meios precários é ainda menor.

Em suma, a fome no Brasil afeta as áreas periféricas por conta da inacessibilidade a recursos humanos básicos, causada por deficiências sociais e econômicas. Por conseguinte, soluções a longo prazo seriam reestruturações na economia, valorizando o mercado interno, e modernizações que evitem o desperdício de alimentos. Ademais, a execução de políticas sociais e programas benéficos às zonas necessitadas podem amenizar esta mazela.