A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/11/2021

A teoria Malthusiana, desenvolvida por Thomas Malthus, afirma que a causa da fome no mundo é o crescimento desordenado da população. Todavia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 50% da carência de comida acontece devido à má distribuição do alimento no Brasil. Sendo assim, um dos fatores motivadores da situação em pauta é o individualismo das empresas de agricultura, o que, consequentemente, afeta a cidadania das vítimas da insegurança alimentar.

Em primeiro plano, evidencia-se o egocentrismo das firmas alimentícias. Isso ocorre, pois os preços dos alimentos no Brasil são extremamentes elevados, o qual é o resultado do fato da agricultura intensiva ser voltada para o mercado e para o lucro. Com isso, as pessoas que não possuem condição para comprar os alimentos, em razão da insuficiência de dinheiro, recebimento com a subalimentação, enquanto as empresas estão apenas o capital e negligenciando a situação social do país. Nesse contexto, pode-se associar a realidade à metáfora da ponta do nariz, do livro “Memória Póstumas de Brás Cubas”, na qual o narrador afirma que os homens fixam-se, naturalmente, na ponta do prórpio nariz, representando, de maneira figurada, o individualismo dos seres humanos. Logo, fica claro que, ao olhar para a ponta do prórpio nariz,

Em segundo plano, destaca-se que uma condição de cidadão das pessoas sob fome está sendo lesionada. No filme da Netflix “O Poço”, os personagens estão em uma prisão, em que há um banquete servido com um intervalo de tempo muito grande, o que resulta na disputa pela comida de maneira a, até mesmo, se matarem com o objetivo de adquirir alimento. Análago ao exposto, tem-se que, em contexto de miséria, o ser humano perde sua dignidade em busca do seu bem-estar e da estabilização de sua situação, podendo suceder em roubo ou assassinato. Tal fato vai de encontro à Constituição de 1988, a qualificação a dignidade, a alimentação e o bem-estar de todos os brasileiros. Percebe-se, desse modo, que as vítimas da carência alimentícia pode ser aplicável como “cidadãos de papel”, de acordo com Gilberto Dimenstein,

Portanto, é indispensável que o Ministério da Fazenda exija o auxílio de empresas da agricultura às necessidades. Nesse âmbito, a ação deve ser realizada por meio de impostos direcionados a essas firmas, requerendo uma porcentagem do plantio para a população carente, sob pena de multa alta, com o objetivo de atenuar a situação de fome no Brasil e assegurar a cidadania dos sujeitos em pauta no plano prático.