A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/07/2021
Após a Guerra Fria, com o avanço do capitalismo, o processo de globalização intensificou-se, bem como seus efeitos. Diante disso, o contato entre diferentes povos ampliou o conceito de identidade nacional. A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores, reflete pontos como a fome zero e a deficiência na distribuição de alimentos dessa realidade.
Primeiramente, a grande desigualdade social é um dos grandes motivadores da fome no país. De acordo com o IBGE, 25,4% da população vive na linha de pobreza, e o maior índice se dá na região Nordeste, onde 43,5% da população se enquadra nessa situação. Em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios no interior do que nas capitais, o que mostra não só os problemas climáticos que acometem a região, como a seca que ameaça a agricultura, mas também o descaso com a população nordestina com a falta de planejamento de recursos emergenciais. Outro fator agravante é a má distribuição de alimentos pelas regiões, de acordo com estudos da ONU para Agricultura e Alimentação , no Brasil, quarto maior produtor mundial de alimentos, 50% do estoque se perde na distribuição de transporte, devido a embalagens impróprias que causam danos aos alimentos, e 30% nas centrais de abastecimento e comercialização. Somando a isso, casas brasileiras são responsáveis por desperdiçar 41 mil toneladas de alimento por ano, ou seja, não é só um problema econômico, mas também sociocultural, na qual o que se come passou a ser mais um bem de consumo do que uma necessidade.
Dessa forma, é notório que a questão da fome é não só pela falta de planejamento governamental, mas pela falta de consciência da população. Logo, faz-se necessário um marco regulatório sobre o tema, evitando o desperdício nas casas com leis que controlem a quantidade e qualidade de alimentos desperdiçados por cada família.É importante salientar também que, fornecer cestas básicas não resolve o problema da fome, apenas adia o mesmo, é preciso que o governo ofereça condições para que o cidadão tenha possibilidade de se autossustentar por meio de um trabalho e uma remuneração digna.
É preciso que os indivíduos assumam, portanto, sua responsabilidade diante da distribuição mal feita, uma vez que questão da fome no Brasil e precaria. Sendo assim, desde que haja a parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar os problemas ambientais, construindo um Brasil mais sustentável.