A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 15/07/2021
O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia de direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar a questão da fome no Estado brasileiro, constata-se que esse direito não tem sido pragmaticamento assegurado na prática. Com efeito, é imprescindível enunciar o aspecto sociocultural e a insuficiência legislativa como pilares fundamentais da charga.
Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator sociocultural. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se análisa que segundo o IBGE a população que passa fome é o dobro nas zonas rurais, alguns deles sendo pequenos proprietários de terras as quais acabam vendendo todas suas colheitas para o Estado e ficando sem comida na mesa. Destarte, discorrer criticamente essa problemática é o primeiro passo para consolidação de um país equânime.
Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das leis corrobora com a persistência da vicissitude, a esse repeito, o filósofo grego Aristóteles afirma que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadões. Nessa lógica, a conjutura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto que mais de 10 milhões de pessoam passaram fome no Brasil no ano de 2018, segundo o G1. Nesse panorama observa-se como essa parte da população não tem o apoio do Governo e estão sozinhas. Assim, as medidas precisam ser tomadas pelas autoridades compententes, fito de atenuar os revés.
Infere-se, portanto que o imbróglio abordado necessita ser solucionado. Logo, a mídia, por intermédio de programas televisivos de grande audiência, irá discutir o assunto com profissionais especialistas nessa área, com o objetivo de mostrar as reais consequências do problema, apresentar visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse. Essa medida ocorrerá pela elaboração de um projeto estatal, em parceria com as emissoras de televisão. Adição, o Congresso Nacional irá formular artigos jurídicos para intensificar a punição àqueles que violarem as leis contra a tese em questão. Feitos esses pontos, com a visão crítica de Durkheim e a justiça de Aristóteles, a sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel, como enfaticou Dimestein.