A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 16/07/2021
A política do “Café com Leite” no Brasil, era mantida pelas oligarquias agrárias que concentravam todo seu capital entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. Tal modelo governamental trouxe o desenvolvimento para uns e o atraso para outros. Contudo, a política do “Café com Leite” difere da atualidade no quesito agrário, pois o desemprego e a concentração de renda ainda vigoram, no qual os estados do Centro-oeste e Sudeste possuem maiores vantagens e o Norte e Nordeste ficam a ver navios com altos índices de pobreza, fome e baixo desenvolvimento.
Diante disso, Graciliano Ramos, escritor brasileiro, na obra Vidas Secas, retrata a história de uma pobre família nordestina que vive em condições de miséria e fome extrema. A cachorra baleia, animal de estimação, é magra a ponto de ser “pele e osso”, em que durante o livro vem a falecer desnutrida. De fato, a obra do escritor é muito parecida com a realidade de muitos nordestinos, principalmente, no que tange, a migração para outros estados em busca de melhores condições de vida, resultado da concentração de renda.
A princípio, a alta taxa de desemprego no país é um fator primordial para a fome “geral”, cerca de 14, 7 milhões de brasileiros estão desempregados, de acordo com a última pesquisa do trimestre feita pelo correio braziliense, dado bastante alarmante, pois vem crescendo exponencialmente. No Maranhão, 60% da população não tem condições de manter 3 refeições no dia(café, almoço e jantar), às vezes, não tem sequer uma refeição por dia e tem que se contentar com água para “enganar” a fome.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para mudar tal cenário preocupante. Por isso, o Ministério da Economia por meio de um amplo debate entre Municípios e Estados deve lançar um plano de democratização nacional com o intuito de desenvolver as regiões mais pobres do país, gerar mais empregos, e sobretudo criar um programa como o “Brasil sem fome”-órgão não governamental- que vise diminuir a desnutrição da população. Diante disso, o Ministério da Agricultura deve fazer parte do programa por meio de incentivos à agricultura familiar, causando um grande impacto tanto na economia quanto no déficit alimentar de milhões de brasileiros. Assim, observa-se com o passar dos anos um país com menor índice de pobreza e fome, mostrando-se diferente da obra de Graciliano Ramos.