A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 18/08/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional Brasileira, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se a questão da fome, que ainda é uma triste realidade de boa parcela dos brasileiros. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência estatal e a alienação social.
Primordialmente, é necessário destacar a forma como o estado costuma lidar com a parcela da população que passa fome no Brasil. Isso porque, como afirmou Gilberto Dimenstein, em sua obra “cidadão de papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes não se concretiza na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação da Constituição Federal de 1988 que assegura os direitos e o bem estar da população de modo a alcançar a harmonia e a equidade social. Isso é perceptível seja pelo mínimo de assistência às pessoas que possuem o que comer, seja pelas poucas aplicações financeiras nos projetos de cestas básicas para população carente. Assim, infere -se que nem mesmo o princípio jurídico foi capaz de garantir o combate à falta de alimentos nos lares brasileiros.
Além disso, uma grande parte da população se mostra alienada. O intitulado “paradoxo da moral” é um livro escrito pelo musicólogo Vladimir Jankélévitch para exemplificar a cegueira ética do homem moderno, ou seja, a passividade das pessoas frente aos impasses enfrentados pelo próximo. De maneira análoga, percebe-se que a questão da fome encontra um forte alicerce na estagnação social. Essa situação ocorre porque, infelizmente, a sociedade não se movimenta em prol da erradicação da problemática, que por sua vez, traz consigo consequências, como a morte de muitos indivíduos por desnutrição alimentar. Logo torna-se essencial superar esses preceitos que atestam sobretudo, uma desigualdade no acesso à alimentação.
Portanto, é necessário que haja uma intervenção diante desse cenário. Destarte, o Governo Federal, responsável por administrar o povo e os interesses públicos, com o apoio do Ministério da Economia, por meio de verbas governamentais destinadas à pasta, deve criar um auxílio alimentício. Essa ação será realizada com o intuito de atender a população que não tem condições para adquirir seu alimento, para que promova a erradicação das pessoas que passam fome. Dessa maneira, o Brasil se tornará a nação do Ordem e Progresso, como proferiu Raimundo de Teixeira Mendes