A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/07/2021

Vendedores de almoços e compradores de restos

Com o avanço da crise socioeconômica no Brasil nos últimos anos, é notável o surgimento de problemas que impactam a população, atualmente, a fome ainda é uma condição em que muitos brasileiros se deparam todos os dias, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem com a falta de comida na mesa segundo o IBGE (2019). Um país cuja principal atividade econômica é agropecuária, como explica-se o fato de ocupar-se os piores rankings de fome mundial?

Para isso levamos em consideração a taxa de importação, segundo a OMC (Organização Mundial do Comércio), presentemente, o Brasil ocupa o segundo lugar na exportação de alimentos, entretanto, mais de 70% da população rural possui insegurança alimentar, seja leve, moderada ou grave, exatamente onde a maior parte é produzida, já em áreas urbanas essa concentração decai para 50%.

A percepção que se tem do cenário atual, é a concentração econômica no setor agropecuário e social, impactanto prdutores de baixa renda e favorecendo o êxodo rural. O Brasil possuiu os piores indices do GINI durante os anos de 2014 a 2016, com ênfase para o nordeste e noroeste, refletindo assim, toda a desigualdade que os brasileiros encontram em seu cotidiano para se alimentar, a expressão “vender o almoço para comprar a janta” não surgiu atoa para alguns.

Em outras palavras, é evidente a falta de apoio rural para pequenos produtores, para isso, a inclusão económica se torna essêncial, por meio de ações governamentais que promovam facilidades económicas, também, como, eventos que visam informar a população  da situação, promovendo ações comunitarias, contudo, impulssionar para que a fome no Brasil seja diminuída, não somente em áreas rurais como em urabanas, gradualmente e natural.