A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 22/07/2021
Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, busca-se o sonho de uma vida harmônica em uma cidade fundada sobre os valores do bem, da justiça e da razão. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea do Brasil é o oposto do que o filósofo buscava, uma vez que a insegurança alimentar apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Platão. Esse cenário é fruto da péssima gestão governamental e da desigualdade social.
Essencialmente, é importante pontuar que a questão da fome no país deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que tange a priorizarização da população de baixa renda em relação à detentora de capital. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Assim, apesar da agricultura desenvolvida no país, esses produtos são, em sua maioria, exportados visando o lucro para os grandes proprietários de terras - detentores de capital. Dessa forma, é constrangedor pensar que há uma Bancada Ruralista Parlamentar que defende somente os interesses dos latifundiários, enquanto não há uma postura estatal à favor dos cidadãos que passam fome.
Ademais, é importante destacar que o impasse da fome existe em todas as regiões do país, mas também deriva da desigualdade social proveniente das diferenças econômicas das regiões brasileiras. Segundo dados exibidos em uma notícia do site “Toda Matéria”, o Nordeste e o Norte abrigam mais famílias que são desprovidas de alimento. A partir disso, nota-se que o investimento feito, no passado, na região Sudeste com a instalação da Corte no Rio de Janeiro fez com que essa região se desenvolvesse e recebesse mais investimentos em relação as outras regiões, o que se mantém até os dias atuais. Assim, depreende-se que a falta de investimentos governamentais no Nordeste e Norte as tornam mais pobres e propensas à fome.
Portanto, medidas são necessárias para combater à fome no Brasil. Por isso, o Governo Federal - formado pelo Presidente da República, Deputados Federais e Senadores - deve investir parte da verba da União no desenvolvimento industrial e infraestrutural das regiões Norte e Nordeste a fim de minimizar a desigualdade social. Também, deve erradicar a Bancada Ruralista. Ainda, o Ministério da Cidadania - reponsável pelo desenvolvimento social - deve criar um projeto de alimentação que distribuirá cestas básicas que serão distribuídas pelas prefeituras as pessoas cadastradas no CadÚnico (sistema que identifica famílias de baixa renda) a fim de diminuir a falta de alimentos para pessoas de baixa renda. Dessa maneira, a fome não será mais um impasse no alcance do sonho da vida harmônica.