A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 23/07/2021
O direito humano à alimentação adequada está contemplado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) de 1948. No entanto, este direito permanesce longe da realidade brasileira, uma vez que a dinamica econômica imprime uma relação desigual no ascesso ao alimento. Portanto, compreender a questão da fome no Brasil e como seus motivadores atuam no tecido social, é desta forma, confrontar uma ferida que marca o país.
À principio, vale salientar que, o direito a alimentação não somente é destacado na DUDH, como também está previsto no artigo 60 da contituição federal brasileira de 1988. Tal direito é negado, visto que, o ascesso ao alimento é um problema presente em todo o territorio nacional. Contudo, o problema é complexo e não se deriva na falta comida, pois o país é um dos maiores exportadores de comida do mundo, mas que ainda assim permite que seu proprio povo morra de fome. Isto decorre do fato de que a fome é uma das muitas ramificações da desigualdade econômica que coloca o país no sexto lugar deste ranking em comparação ao mundo.
Em segunda instância, lembra-se que, a desigualdade econômica e fome têm diversas relações com o passado colonial e escravocrata. Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra, em sua maioria, permanesce a margem do sistema social, têm seus direitos ao trabalho, saúde e alimentação, muitas vezes renegados em decorrência da falta de politicas de reparação aos danos sofridos no periodo da escravidão. Em contraste à esta realidade, uma pequena parcela da população detêm grandes latifundios agricolas, tornando o país um grande exportador de commodities alimenticias e concentrando a maior parte da riqueza brasileira.
Portanto, torna-se evidente a nescessidade da tomada de medidas para a resolução do impasse. Para tanto, é impressindivel que o Estado brasileiro através do Ministério da Educação reformule a grade curricular comum, de forma a incluir nas matérias de história, sociologia e filosofia, um descaque as inplicações ainda atuais que o periodo escravocrata trouxe ao pais, afim de, promover debates interdisciplinares sobre o assunto, pois reconhecer a desigualdade no ascesso ao alimento é o primeiro passo no combate a fome. Além disso, o Ministério da Saúde e o Ministério da econômia, tem a obrigação de coordenar ações que garantam a saúde da população economicamente mais vuneravel, para que estes tenham melhores condições de trabalho, isto nescessita da articulação entre os agentes sanitarios do pais para realizar pesquisas sobre a situação da fome e como ela se manifesta em cada região para a destinação de recursos. Somente assim, o direito a alimentação propostos pela contituição federal e a DUDH será garantida de forma eficiente.