A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 23/07/2021
Sob égide constitucional, o artigo 6°, enclausurado na Constituição Federal, prevê a alimentação como direito inerente a todo cidadão. Contudo, nota-se uma ótica contraditória, visto que, mesmo em um contexto contemporâneo, o Brasil ainda lida com a questão da fome. E isso devido ao baixo retorno das produções para o país, e ainda, à má distribuição de renda, o que a leva à probreza majoritária.
Indubitavelmente, o Brasil tem grande potencial de produção no setor da agropecuária. Apesar desse potencial ser explorado (em certos casos até de forma inadvertida), boa parte do que é produzido não está acessível para a população, e isso porque o país ainda é um grande exportador de produtos primários. Desde o período colonial, com a alta do mercado canavieiro, até os dias atuais, com as grandes exportações de soja para a China, o povo brasileiro é obrigado a ver sua riqueza natural se esvair para outras nações, mesmo com a persistência nos índices de desnutrição (mais de 7 milhões de brasileiros passam fome segundo o IBGE).
Ademais, as disparidades economicas presentes na população brasileira levam às altas taxas de pobreza, o que, por conseguinte, provoca a falta de alimento para boa parte dos habitantes. Segundo o IBGE, os 10% mais ricos do brasil deteem consigo mais de 40% da economia nacional, tal dado revela a grande desigualdade que ainda se acenta no país e que deve ser remediada.
Em suma, é imprescindível transpor tais obstáculos. Para isso, compete ao Estado, por meio de decretos e instituição de leis mais rigorosas, conter maiores contigentes da produção nacional e promover maior distribuição de renda — orgãos fiscalizadores irão garantir a contenção de insumos produzidos e as leis trabalhistas, além dos menores índices de desemprego, promoveram melhor distribuição da renda. E isso tudo para promover um ambiente mais democrático para todos.