A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 09/11/2021
Na obra distópica de “Jogador nº1” a fome e a discrepância de capital são uma realidade, onde grande parte da população é dependente de rações e moradia fornecidas pelo governo para se manter viva e uma minoria tem acesso a alimentos popularmente mistificados, como carne. Fora da ficção, é fato que a desigualdade social gera questões como a fome e a insegurança alimentar para muitas famílias brasileiras, sendo estes problemas pertinentes, mesmo com amparos governamentais.
Convém ressaltar, primeiramente, que a quantidade de alimentos produzidos no Brasil não condiz com a insalubridade alimentar enfrentada por várias famílias. Em uma pesquisa realizada pelo site “todamateria” é constatado um grande desenvolvimento agrícola nacional, assim como, um alto índice de exportação de alimentos, procedimento que ocasiona a inacessibilidade de alimentos a própria população. Ações que resultam em pesquisas como a realizada pelo IBGE em 2014 onde somente no estado do maranhão, 60% da população estava sujeita a fome decorrente a ausência de alimentos.
Ademais, cabe ressaltar ainda que durante o ano de 2020 foi lançado pela revista “Forbes” o catálogo classificatório das 11 pessoas mais ricas do país, que juntas retinham aproximadamente 50% do capital brasileiro. Visto que, no mundo capitalista, o dinheiro é um “item” limitado, e o único meio de troca legalmente aceito para a aquisição de bens e alimentos, é fato que a sua desigualdade distributiva ocasiona para muitos prejuizos sociais, econômicos e principalmente alimentares.
Portanto, torna-se evidente a necessidade do combate á fome no Brasil e a seus fatores motivadores, como a má distribuição de alimentos e de renda. Deste modo cabe ao Governo, por meio de leis, estabeler quantidades mínimas de alimentos circulando dentro do país, priorizando o direito a alimentação defendido no atigo 6º da constituição, ao invés de lucros. Assim como, é de suma importância, a iniciação de uma reparação de renda pelo Ministério Público, por meio de taxações de grandes fortunas e a criação de oportunidades de trabalhos para a população. Somente desta forma, buscando assegurar os direitos a condições mínimas de vida da população que futuros distópicos aterrorizantes como o de “Jogador nº1” podem ser evitados.