A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 25/07/2021

Todos os dias milhares de produtos agrícolas são exportados pelo Brasil mundo a fora. Milho, soja, laranja e carne bovina são alguns exemplos da estrondosa produção agropecuária do país e que de forma contraditória encontram-se em falta na mesa de muitas famílias brasileiras, apresentando um número assustador de pessoas que convivêm com a fome diariamente. A concentração de terras, a Nova Divisão Internacional do Trabalho e a falta de apoio aos agricultores familiares, são alguns dos diversos motivos que contribuiram para tal situação indigna  que o Brasil se encontra .

Esse cenário brasileiro de precaridade alimentar foi inciado, em parte,  com a lei de terras de 1850, a qual dificultou o acesso de pessoas de baixa renda às terras, iniciando uma forte concentração fundiária. Desta forma, fortaleceu-se os grandes latifúndios, concentrados nas mãos de poucos, em quanto grande parte da populção não detinha nenhum pedaço de terra para atividades de subsistência. Atrelado a isso, no contexto de pós guerra, foi estabelecido no mundo a Nova Divisão Internacional Do Trabalho (DIT), que caracterizou o Brasil como um país agroexportador, o qual deveria  produzir para os países desenvolvidos. Com isso, a atividade monocultora de exportação no Brasil foi cada vez mais valorizada pelas polítcas econômicas brasileiras, deixando de lado a produção de alimentos voltada para o mercado interno.

Outrossim, com o foco do Governo voltado para as exportações, os pequenos produtores brasileiros de agricultura familiar, tiveram poucos investimentos e financiamentos, dificultando sua produção, a qual é responsável por alimentar a população brasileira. Logo com a dificuldade na hora de produzir, os alimentos encarecem, fazendo com que muitos não tenham condições de comprar e permeando o cenário de fome no país.

Assim, com intuito de amenizar tal situação de indignidade humana que é a fome, o governo brasileiro junto ao Pronaf ( Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) devem oferecer aos pequenos produtores condições boas, como financiamento a juros baixos, para que produzam de forma eficiente e com baixo custo, fazendo com que o produto final não seja encarecido. Além disso deve-se realizar uma reforma agrária que distribua à população carente terras que encontram-se sem uso, para que possam, desta forma, praticar atividades de subsistência e dimuir a quantidade de pessoas que não tem acesso a comida, efetivando o direito a alimetação assegurado pela Constituição brasileira.