A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 26/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito á alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Coquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa á análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Nesse sentido, este impasse vai permear e culminando em uma série de problemas, a exemplo da desnutrição, que devido á falta de nutrientes, proteínas e calorias, gera complicações terríveis, tanto no fisíco e psicológico da pessoa. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação ao “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como á alimentação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar á má distribuição de renda brasileira como impulsionador da questão da fome no Brasil. Segundo o IBGE, mais de 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil. Diante de tal exposto é necessário uma boa distribuição de alimentos no Brasil, priorizando os Estados que mais sofrem com a fome. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o MEC, por intermédio de proposta de leis, entregue a camera dos deputados- para popor projetos de uma boa distribuição de alimentos- com a fim de inibir a fome no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.