A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 27/07/2021
A despeito de todo progresso sociológico e humanitário, a alta taxa de fome existente nas cidades brasileiras ainda é um grave entrave social. Logo, deve-se pontuar, de início, que as causas da questão da fome ainda vigente no Brasil vêm não só da prioridade do Estado na exportação de alimentos, mas também da omissão governamental no que tange ao descaso com a população sujeita à fome.
Em primeira análise, é evidente que a prioridade em exportar os alimentos brasileiros em vez de investir em uma maior produção de produtos alimentícios visando o consumo da população brasileira, por meio da agricultura, é um grande responsável pela complexibilidade do problema. Sob esse viés, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, em 2019, o Brasil exportou alimentos para mais de 180 países, obtendo cerca de 34,1 bilhões de dólares. Entretanto, o percentual representativo da população carente de alimentos, consoante dados divulgados pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relata que cerca de 7 milhões de pessoas passam fome na sociedade brasileira. Diante disso, é perceptível a principalidade por parte do Governo Federal em obter lucros com as exportações dos alimentos brasileiros, visando somente o desenvolvimento da economia e, sem considerar, também, a enorme parcela da população brasileira que carece de fome no Brasil e que deveria ter acesso aos alimentos de seu próprio país. Assim, é substancial a mudança desse cenário.
Ademais, é indubitável que a negligência governamental no que se refere a garantia dos direitos pertencente a toda a população brasileira, também colabora para a dificuldade em erradicar a questão da fome no Brasil. Nessa perspectiva, de acordo com o Artigo 3 da Constituição Federal de 1988, erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais, constitui como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil. Contudo, desde a promulgação desse artigo presente na Constituição, os dados estatístios acerca da população que convive com a fome no Brasil, crescem significativamente em todas as regiões do Brasil, demonstrando, dessa forma, a falta de prioridade em cumprir com esse objetivo presente na Constituição. A exemplo do problema, segundo o IBGE, a região Nordeste possui 60% da população maranhense em estado de dificuldade alimentar, a saber, passando fome. Desse modo, é inegável o desinterese do Estado no cumprimento do Artigo 3 da Constituição.
Portanto, é mister que o Governo Federal Brasileiro acabe com a questão da fome presente no Brasil, por meio da priorização da política de agricultura brasileira para o consumo no mercado interno, exportando uma taxa menor de alimentos para outros países e permitindo uma taxa maior para o consumo no Brasil. Dessa maneira, o objetivo do Governo que consta no artigo 3 da Constituição, de acabar com a pobreza e diminuir as desigualdades socias, será uma realidade desenvolvida no Brasil.