A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 26/07/2021

De acordo com o sociólogo Auguste Comte, todo evento que ocorre na sociedade é necessário para a obtenção de uma ordem e de um progresso dela. Entretanto, é notório a falha dessa teoria, tendo em vista que a questão da fome no Brasil é um problema social e vai de desencontro à ideia de evolução. Nesse sentido, a manutenção desse entrave é motivado pela má distribuição de renda e negligência governamental.

Diante desse contexto, segundo pesquisas realizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2,1 milhões de residências, ao menos uma pessoa passou o dia inteiro sem se alimentar devido à falta de dinheiro. Isso é fruto do Período Colônial do país, em que o território, de tamanho continental, foi divido em 14 partes entre poucas pessoas. Portanto, o tema em discussão é mantido por conta da ineficiência de partilha de recursos, que é um legado histórico advindo ainda do início da colonização.

Além disso, apesar de existir projetos sociais, como o bolsa família, o auxílio do Estado ainda se mostra ineficaz. Nesse cenário, vale ressaltar a Constituição Federal de 1988, na qual garante, na forma de lei, direitos aos cidadãos, por exemplo à saúde, segurança e vida digna, sendo dever do governo assegurar que esse benefícios sejam cumpridos. Portanto, o combate à fome sendo dever do governo e, o fato das medidas tomadas não estão surtindo o efeito esperado, não havendo modificações, demonstra a negligência quanto ao enfrentamento desse mal em questão.

Por conseguinte, para a solução da problemática é fulcral que haja mudanças no âmbito econômico e um combate à negligência do governo. Mais precisamente, o estado deve reorganizar a distribuição de renda por meio do aumento de impostos para as pessoas mais ricas, sendo esses tributos destinados à auxiliar cidadãos mais pobres, como o aumento no valor do bolsa família, com o fito diminuir a desigualdade. Ademais, os cidadãos devem precionar o governo por via de protestos com o objetivo de tornar o governo mais participativo na luta contra a fome.