A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 27/07/2021
No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e podem se alimentar apenas dos restos de comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo nos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, a questão da fome no Brasil está, de fato, ligada a ineficiência do governo e a enraizada desigualdade social.
Em primeira análise, como mostra o Artigo 6º da constituição de 1988, é dever do Estado assegurar a todos o direito à alimentação e a segurança alimentar e nutricional. Entretanto, o Estado é falho ao cumprir esse dever, visto que, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fome atingiu 9% da população brasileira. Assim, é evidente a necessidade de ações governamentais para mudar esse cenário.
Ademais, é primordial apontar a desigualdade social como um fator motivador dessa adversidade. Segundo o filósofo e economista Adam Smith “Onde há grande propriedade, há grande desigualdade. Para um muito rico, há no mínimo quinhentos pobres, e a riqueza de poucos presume da indigência de muitos”. Sob essa pespectiva , fica claro que grande parte da fome causada no Brasil é consequência da baixa condição financeira de muitas famílias. A dificuldade se agrava ainda mais quando a economia nacional desfavorece os mais necessitados, com a falta de suporte, e apoia os grandes proprietários deixando de taxar fortunas.
Infere-se, portanto, que o Estado deve atuar de forma responsável para atenuar a situação. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania criar um projeto de distribuição de cestas básicas, mensalmente, para todas as famílias carentes, e junto à isso, devem trabalhar na divulgação do mesmo, por meio das mídias sociais e de palestras em periferias, com nutricionistas auxiliando essas pessoas em como preparar refeições completas, com os alimentos distruibuídos, sem desperdiça-los. E por fim, colocar em prática o que foi estipulado na Constituição de 1988. Desse modo, a questão da fome no Brasil se tornará uma realidade distante e oposta a da distopia de “O Poço”.