A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 28/07/2021
Alexander Von Humboldt, naturalista do século XIX, em suas viagens à América do Sul, exalta a imensa riqueza vegetal, mineral e dos solos latino americanos e o grande potencial de enriquecimento com o devido aproveitamento de tais recursos. Sob essa ótica, considerando ainda a grande extenção terriorial, o pode-se inferir que o Brasil apresenta fatores geográficos ideais para uma produção agropecuária farta e diversa. Entretanto, tais vantagens geomorfológicas não são devidamente administradas, visto que a solicitude do Estado em atender as ambições da produção monocultora, em detrimento da principal fornecedora alimentícía do mercado interno, a agricultura familiar, assim como a vigência de intensa discrepância social que, entre outros fatores, é sustentada pela escassesz de alimentos, corrobora para a ocorrência de casos de subnutrição em território nacional, sendo crucial analisar esse cenário.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar que a fragilidade econômica de parte significativa da sociedade corrobora para casos de insuficiência alimentar, o que retroalimenta tal cenário de desigualdade. Assim, tal afirmação pode ser evidenciada por dados publicados em 2018 pelo IBGE, que aponta que cerca de metade da população apresenta renda mensal inferior a um salário mínimo, insuficiente para custear os alimentos que proporcionam uma nutrição adequada. Por conseguinte, a privação nutricional desses grupos periféricos corrobora para um baixo desempenho cognitivo, prejudicando o desenvolvimento escolar e inserção no mercado de trabalho, agravando a vulnerabilidade social e subalimentação desses indivíduos marginalizados.
Outrossim, a atual política agrária federal atua como promotor da escassez alimentar no Brasil. Isso posto, é valido destacar que o desmonte proposital de sistemas estatais que deveriam estimular a agricultura familiar, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que compra e armazena excedentes agrícolas da agricultura familiar, com o objetivo de subsidiá-la, prejudica o abastecimento de alimentos no mercado interno. Consequentemente, além de prejudicar o pequeno produtor, agravando a pobreza no campo, a displicência governamental contribui para o desabastecimento de alimentos para consumo nacional, o que eleva o preço dos produtos alimentícios e os torna ainda mais inacessíveis à população de baixa renda, tornando-se necessário alterar esse contexto.
Infere-se, portanto, a necessidade em exigir uma mudança da ação estatal. Logo, cabe aos veículos de mídia expor casos de precariedade alimentar ns periferias, com o objetivo de instigar a mobilização popular em prol da causa do pequeno agricultor, exigindo do Gverno Federal uma nova política agrícola. Posteriormente, o Minis