A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 27/07/2021
Em Roma, houve a “Política do Pão e Circo”, que se baseava na apresentação de lutas e na distribuição de pão para distrair os romanos dos problemas da época, como a fome. No entanto, apesar de séculos depois, o Brasil ainda enfrenta essa questão. Nesse viés, a existência de desempregados e as vendas alimentícias para o meio internacional ocasionam uma alimentação falha.
Primeiramente, a existência da pobreza alimentar é motivada pelo desemprego. Nesse sentido, o filme “Em busca da felicidade”, com o ator Will Smith, apresenta a jornada de um desempregado e seu filho, na qual eles passam por intensas dificuldades financeiras. Nesse cenário, pessoas sem emprego, frequentemente, não têm estabilidade monetária, de modo a não terem condições sólidas de pagar contas de gás, água e de comprar alimentos. O que acarreta a diminuição do preparo de refeições, a falta de comida em moradias e a desnutrição familiar. Dessa forma, o desemprego de parte da população agrava a fome brasileira.
Em segundo plano, a exportação de alimentos prejudica alimentação da nação. Nesse contexto, o Brasil é um país agroexportador, com destaque para as produções de milho e soja. Nessa perspectiva, uma grande parcela dos produtos agrícolas é vendida no exterior, de forma a encarecer os seus derivados em território nacional. Essa situação esvazia os mercados, dificulta a compra de comida pelo povo e aumenta o número de cidadãos que não se alimentam conforme a Medicina, com proteínas, lipídios e vitaminas. Desse modo, a valorização do comércio externo da agricultura afeta negativamente a fome.
Portanto, já que o desemprego e a cultura exportadora são causadores da insegurança alimentar, faz-se necessária uma intervenção. Diante disso, o Ministério da Economia, área responsável por gerir as questões econômicas brasileiras, deve diminuir o preço dos alimentos, por meio de alterações nos impostos aplicados sobre a comida de origem nacional, a fim de facilitar o acesso a uma alimentação de qualidade, atenuar a fome e os impactos negativos da agroexportação nos supermercados. Ademais, deve-se também modificar as taxações sobre o gás de cozinha e água, além do Ministério do Trabalho investir na abertura de vagas de emprego.