A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 15/11/2021
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a alimentação e ao bem estar social. Conquanto, os brasileiros estão impossibilitados de desfrutar do seu direito na prática, já que o Brasil possui um número exacerbado de pessoas em situação de fome, desde os níveis leves até os mais graves. Esse infortúnio é causado não só pela exportação, mas também pela negligência governamental. Com efeito, debater essa problemática é imprescindível.
Em primeira análise, dados da BBC News revelam que o Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos, atrás somente da China. No entanto, a maior parte desses produtos são exportados para outros países, a fim de suprir a fome mundial de bilhões de pessoas, enquanto isso, o próprio país produtor, no caso o Brasil, deixa seus habitantes com fome, haja vista que a agricultura e exportação são estratégias bastante lucrativas que estão concentrados nas mãos dos grandes empresários. A terceira Lei de Newton sugere que, para toda ação, existe uma reação. Dessa forma, é preiso enxergar as necessidades locais como ação para acabar com a insegurança alimentar como reação.
Em segunda análise, a negligência governamental tem papel fundamental no que se refere a esse problema. Nesse sentido, o Brasil ocupa a décima posição da economia mundial de acordo com dados do site “Exame” em 2020, seria racional acreditar que o Poder Executivo está preocupado com esse grupo vulnerável, mas é o contrário, e a fome só aumenta. Existem programas sociais, como o Bolsa Família, entretanto os impostos estão cada vez mais altos, torna-se impossível sobreviver e alimentar uma família em que a bolsa é insuficiente para o sustento. Desse modo, o poema do autor Patativa do Assaré fala “Meus senhores governantes da nossa grande nação, o flagelo das enchentes é de cortar o coração, muitas famílias vivendo sem lar, sem roupa e sem pão”. Logo, é necessário tomar medidas para mudar a situação dessas famílias, garantir o lar, roupa e pão.
Portanto, é mister que atitudes sejam tomadas para amenizar esse paradigma no cenário brasileiro. Pra isso, o Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Agricultura, deve utilizar cinquenta pro cento do total da produção para destinar à famílias em situação de fome, enquanto a outra metade poderá ser exportada, além disso, deve promover distribuição de terras para essas famílias, haja vista que podem cultivar e obter seu próprio alimento, por fim não passar mais por essa situação. Somente assim, essa parcela da coletividade brasileira desfrutará do seu direito na prática.