A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 10/08/2021

Por volta de 1500, em uma expedição a mando da coroa portuguesa, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil. Nesse contexto, devido às condições climáticas, o modo de colonização foi exploratório, que não só perpetuou culturas cultivadas, como também desigualdades estruturais. Dessa forma, para reduzir a fome no país, deve-se elaborar um plano por parte do poder federal para garantir a correta alimentação brasileira.

Nesse viés, o estilo de plantação adotado pelos colonizadores perdura até hoje. Só para exemplificar, atualmente, o Brasil é o maior produtor de soja e cana-de-açúcar e o segundo maior produtor de milho, portanto, vê-se que o estilo de monocultura, latifúndios e a produção para exportação se mantém. Desse modo, a lavração de poucas culturas limita a oferta de variados gêneros alimentícios, contribuindo para uma oferta menor, e por relação, maiores preços. Assim, para garantir que o prato do brasileiro seja profuso e variado, são necessárias ações por parte do Estado.

Salienta-se ainda que a colonização deixou marcas de desigualdade na sociedade brasileira. Consoante ao índice de Gini - que quantifica a distribuição de renda das nações -, o Brasil sempre ocupa os dez piores números. Nesse sentido, com a história contribuindo, a falta de uma condição financeira adequada influencia diretamente na alimentação das pessoas, limitando a quantidade ou a qualidade da comida. Destarte, para garantir a correta alimentação de seu povo, ações são cabíveis aos gestores nacionais.

Em suma, o modo a qual foi feita a colonização no Brasil perpetua muitos problemas, como a má alimentação. Logo, é papel do governo federal (órgão máximo da nação) subsidiar os preços dos alimentos, por meio de impostos que são arrecadados com exportações agrícolas, a fim de garantir a correta subsistência das famílias. Diante disso, a questão da fome no Brasil seria atenuada e as dificuldades históricas seriam menos presentes na contemporaneidade.