A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 28/07/2021

Conquanto a Constituição Federal promulgada em 1988, garantir a todo cidadão direito à alimentação e bem-estar social. Nota-se que, na atual conjuntura brasileira, não existe comprimento dessa garantia, sobretudo quando se trata de segurança alimentar, tais benefícios não atigem toda a população. Sendo assim torna-se necessário como políticas de distribuição de renda mais efetivas e retenção de produção agrícola no mercado interno.

Certamente, a falta de recursos financeiros, é uma dos principais agravantes da fome no Brasil, uma concentração de renda, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE), aproximadamente 50% dos recursos financeiros está em posse dos 1 % mais ricos do país, sendo que os mesmo tendem a pagar 5% de imposto, enquanto os mais pobres chegam a pagar até 30% sobre os seus redimentos. Sendo fundamental a taxação dos mais ricos e a redistribuição dos recursos para os mais pobres, afim de reduzir a desiqualdade e aumentar a renda per capta dos mais pobres.

Ademais vale também evidênciar que o Brasil, é um dos maiores produtores do mundo, direcionando estes recursos em grande parte para a exportação. A baixa retenção dos produtos no mercado interno, causa uma diminuição da oferta originando uma elevação dos preços. Como diria Rousseau no livro “O contrato social”, “O homem nasce livre, mas em toda parte encontra-se acorrentado”. Assim o homem subnutrido torna-se subdesenvolvido.

Dessa forma, é perceptível que o debate acerca da democratização do acesso à alimentação é extremamente necessária para a sociedade mais igualitária. Desse modo, é impreterível que o Governo Federal, aumente os impostos sobre os mais ricos e use esses recursos com política social, além de reter parte da produção de alimentos, com o objetivo de abastecer toda uma população, assim, certamente, removeremos parte das correntes, enunciadas por Rousseau.