A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 01/08/2021
No que se refere ao problema da fome, embora seja um tema global, o Brasil se destaca pelo modelo ineficiente de combate à essa questão que atinge milhões de indivíduos nas mais diversas faixas etárias, ocasionando nas mais diversas consequências como a piora no desempenho educacional, aumento da violência e a mortalidade devido a subnutrição.
Segundo o relatório de insegurança alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU), 19,3 milhões de Brasileiros não sabem o que vão comer ao final do dia. Isso expõe a fragilidade dos programas governamentais, pois, apesar de terem diminuído substancialmente os índices da fome na última década, não foram efetivos suficientes para manter a redução de forma sustentada na década seguinte, já que, o País retornou ao mapa da fome.
Ademais, como já apontado pelo excelente estudo da renomada Universidade de São Paulo (USP), a fome prejudica a capacidade de aprendizado e raciocínio, impactando diretamente nos indicadores educacionais de forma negativa, causando um prejuízo à base intelectual da nação. Além disso, de acordo com pesquisadores do Programa internacional de Alimentação das Nações Unidas, a fome leva indivíduos à tomarem atitudes extremas, surgindo também, uma questão de segurança pública devido ao aumento de criminalidade proporcional ao aumento do número de pessoas em vulnerabilidade alimentar.
Nessa perspectiva, deve-se respeitar a doutrina da proteção integral, dignidade, saúde e bem-estar da pessoa humana. Levantar o debate sobre o defasado modelo atual de produção latifundiário e agroexportador que abastece o mercado externo em detrimento do interno, visando a substituição por um modelo de produção sustentável, técnologico, diversificado e homogêneo em sua distribuição são formas inteligentes de alcançar a resolução da questão supracitada.