A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 29/07/2021
A Constituição Federal, documento situado no topo do ordenamento jurídico brasileiro, garante à população o direito à alimentação. No entanto, a efetivação desse direito se trata de um cenário longínquo, dados os percalços que envolvem à questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Logo, é preciso analisar a displicência governamental e a negligência social como as principais causas do revés.
Nessa perspectiva, denuncia-se o desserviço estatal como um dos principais causadores do imbróglio. Para Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Nesse sentido, por mais que à alimentação seja um dever constitucional, o Estado falha em não proporcionar meios que façam com que o cidadão consiga garanti-la, como, por exemplo, oferecer oportunidades de trabalho com remuneração digna, o que, por fim, faz com que as pessoas fiquem com renda insuficiente para garantir a segurança alimentar para as suas famílias. Logo, enquanto essa questão persistir, o Brasil nunca alcançará o alto desenvolvimento.
Outrossim, constata-se que a imprudência do corpo social possui estreita relação com o infortúnio. Segundo Mahatma Gandhi, ativista indiano, “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” Desse modo, por mais que a sociedade cobre do governo a diminuição do índice de fome, ela não faz a sua parte quando desperdiça toneladas de alimentos diariamente, o que faz, em razão disso, com que o Estado e a população não consigam superar a fome de forma integrada. Assim, enquanto o tecido social não se preocupar com o desperdício de alimento, o alto índice de pessoas com fome no Brasil continuará a crescer.
Em suma, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados a fome no Brasil. Logo, o Ministério do Trabalho, órgão responsável pela política e pelas diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio aos trabalhadores brasileiros, deve realizar, por meio da criação de empregos, oportunidades para que os cidadãos tenham uma remuneração digna, a fim de que consigam garantir a segurança familiar para suas famílias. Feito isso, poder-se-ia testemunhar o direito à alimentação fora dos papéis.