A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 29/07/2021
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma se mobiliza com o problema do outro. Todavia, ao se observar a parte da população com fome, percebe-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática, já que a fome no Brasil é tratada com indiferença. Com isso, a má distribuição de alimentos pelo Estado, bem como a marginalização dessa parcela são grandes motivadores da fome.
Diante desse cenário, segundo o filósofo alemão Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus´´filhos``. No entanto, ao olhar para os casos de pessoas com fome na nação, nota-se uma quebra na fala de Hegel, visto que, segundo o portal de notícias R7, o Brasil tem comida suficiente para toda a população, mas devido à má divisão é um dos países com mais casos de pessoas sem alimentos em suas mesas. Desse modo, embora a nação verde-amerala almeje torna-se desenvolvida, é incoerente que mantenha a sua má administração de comida.
Outrossim, a filósofa francesa Simone Beavouir desenvolveu um conceito conhecido como Invisibilidade Social, que diz respeito ao processo de apagamento e de marginalização sofrido por determinados grupos. Dessa forma, a fome coopera para a invisibilidade denunciada por Beauvoir, de modo que pessoas que mendigam por comida acabam sendo excluídas da sociedade em que vivem. Assim, enquanto a marginalização for a regra, a empatia com o outro será a exceção.
Verifica-se, portanto, que para combater os fatores motivadores da fome no Brasil, o Estado, com auxílio da população, deve promover o acesso da parcela carente da sociedade a uma alimentação de qualidade, por meio de mutirões e abrigos comunitários, que tem como objetivo abraçar a todos que sentem fome, e poderiam tem como slogan ´´Comida para todos``. Essa iniciativa teria finalidade de garantir a participação do Governo brasileiro na luta contra a problemática e diminuir a exclusão da parte desprovida da sociedade.