A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 02/08/2021
A visão idealizada por Anne Frank, ao escrever seu diário em Amsterdam, era, em outras palavras, um mundo onde ninguém precisasse esperar um único momento para melhorá-lo. Porém, a atual situação vivenciada pela sociedade brasileira é a questão da fome, que tem como agravantes a negligência por parte do Estado e a forte mentalidade individualista dos empresários, o que revela uma realidade obstante a desejada pela idealista.
Nessa pespectiva, vale reconhecer como esse panorama supracitado deriva da insuficiêcia governamental, no que se refere à criação de intervenções que coíbam tais recorrências. Acerda disso, é pertinente trazer a ideia do pensador Thomas Hobbes: o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Não há como negar, portanto, que esse direito é violado uma vez que o país possui mais de 7 milhões de seus habitantes em contato direto com a fome, aponta pesquisa feita e publicada pelo IBGE. É, portanto, inaceitável que o Estado, que submete a altas taxas de imposto a seus contribuintes, seja incapaz de garantir o bem-estar social, dessa forma torna-se inadmissível que medidas não sejam tomadas para o enfrentamento da triste realidade.
Ademais, a busca pelo ganho pessoal acima de tudo também pode ser apontada como um agravante do problema. Visto que, inacreditavelmente, apenas 1% da população brasileira detém de quase metade da riqueza do país, aponta o relatório da Riqueza Global publicada anualmente pelo banco Credit Suisse, o que evidência, vergonhosamente, que boa parte dos cidadães vivem em estado de carência. Conforme o pensamento marxista, priorizar o bem individual em detrimento do coletivo gera imensuráveis dificuldades para a sociedade, em conformidade, a união dos indivíduos é indispensável para garantir o bem-estar coletivo e minimizar os deploráveis fatores contribuintes para estagnação do progresso nacional.
Diante dos fatos mencionados, para combater os desafios citados, o Estado deve aumentar os números de restaurantes populares em áreas de vulnerabilidade bem como contratar os próprios moradores para prestar os serviços oferecidos, deve também destribuir cestas basicas as famílias carentes, principalmente em áreas de periferias, com a intenção de aumentar a empregabilidade e diminuir a desigualdade. Tais ações devem ser execultadas por meio de parcerias com empresas alimentícias e ONGs de arrecadação de alimentos, isentando-as de altas taxas de impostos e a mídia, por sua vez, deve divulgas as campanhas das ONGs por meio de seu poder comunicativo. Espera-se, com isso, que o cenário desejado por Anne Frank seja obtido.