A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 30/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro. Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a extrema pobreza. Nesse sentido, tal problema vem permeante a sociedade e com uma série de problemas a exemplo da desigualdade, da má qualidade de alimentação e à fome. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país. Ademais, é fundamental apontar o baixo investimento no sistema educacional como impulsionador da extrema pobreza no Brasil. No Maranhão, região Nordeste do Brasil,apenas cerca de 40% da população tem acesso à uma alimentação digna, segundo o Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante de tal exposto, é notório que esse problema gera a desnutrição, devido à falta de nutrientes,distúrbios e doenças causadas por falta de vitaminas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de programas sociais, disponibilizem dinheiro para que essas pessoas possam comprar alimentos a fim de erradicar a fome.