A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 02/08/2021

A obra “Retirantes”, pintada em 1944 por Cândido Portinari, retrata a miséria de uma família que foge da insegurança alimentar do nordeste brasileiro. Contemporaneamente, a questão da fome encontra-se cada vez mais presente na realidade de todo território nacional. Certamente, a deficiência na distribuição de alimentos somada à ausência de políticas públicas específicas, fortalecem a manutenção da problemática.

Em primeira análise, é valido ressaltar que a produção de alimentos do Brasil é mais do que suficiente para suprir as necessidades calóricas de todos os habitantes. Entretanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com a fome. Nesse sentido, constata-se que a estrutura social desigual favorece a má distribuição de alimentos, ofertando mais alimentos para os indivíduos com boas condições de poder aquisitivo e deixando em último plano a população mais carente.

Além disso, não há nenhum programa social que busca erradicar a fome do país. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Estado tem o dever de assegurar alimentação digna para todos seus cidadãos. Contudo, a forma como o Poder Público distrata a situação caótica, escancara as raízes que nutrem a insegurança alimentar. Assim, grande parte da população vive em situação de vulnerabilidade social e sem expectativas para seu próprio futuro.

Portanto, é necessária a tomada de medidas que busquem acabar com a questão da fome e seus fatores motivadores. Para que isso ocorra, o Ministério da Agricultura deve criar uma política que vise reorganizar a distribuição de alimentos, por meio de um sistema que garanta o suprimento calórico mínimo de todos os núcleos familiares, ofertando, por exemplo, cestas básicas e auxílios financeiros. Dessa maneira, pretende-se acabar com a vulnerabilidade alimentar e dar dignidade aos cidadãos.