A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 05/08/2021
Conforme a Constituição brasileira, estão entre os direitos sociais a saúde, a previdência social, a assistência aos desamparados, entre outros. Entretanto, no que diz respeito a realidade brasileira, marcada pela fome, tais garantias não se fazem presentes. Logo, é evidente a existência de uma forte insegurança alimentar no país, influenciada tanto por ações governamentais desfavoráveis, as quais não contribuem para o amparo da população, quanto pela desigualdade social.
Primeiramente, é fato que o Brasil é uma pais agroexportador, de forma que, para manter a balança comercial favorável, o governo brasileiro considera mais viável economicamente investir na agricultura patronal, que se baseia na exportação de commodities. Dessa forma, os pequenos e médios agricultores que abastecem o mercado interno deixam de ser uma prioridade no que se trata de investimentos governamentais e, assim, a produção agrícola destinada a população brasileira é encarecida. Assim sendo, conclui-se que, sem créditos suficientes para investimento aos pequenos e médios agricultores, há escassez na oferta de alimentos no mercado interno, o que contribui para o aumento de preços dos alimentos.
Além disso, a desigualdade social, que é marcada pela péssima distribuição de renda, é outra tônica que contribui para a perpetuação da fome. Consequentemente, a riqueza fica concentrada, contribuindo cada vez mais para a expansão da pobreza, a qual impossibilita o acesso à alimentação de qualidade. Logo, é fato que a discrepância econômica entre os grupos sociais é um fator que influência significativamente na propagação da insegurança alimentar.
Em conclusão, as falta de efetividade nas ações governamentais no que tange ao combate a fome, aliada à desigualdade social, são fatores motivadores para a questão da fome no país. Desse modo, faz-se necessário que o Ministério da Agricultura realize mudanças no que tange a concessão de crédito agrícola, por meio de acordos bancários, de forma a ampliar o alcance desses financiamentos para que o pequeno e médio agricultor consiga investir em sua produção. Assim, com o tempo, haverá uma queda no valor dos alimentos, tornando-os mais acessíveis.