A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 06/08/2021

Apesar da Constituição Federal de 1988, assegurar o direto humano à alimentação, isso não se concretiza na sociedade brasileira, visto que, infelizmente muitas pessoas passam fome no Brasil. Esse problema acontece devido a desigualdade social alíada a concentração fundiária.

Primeiramente, evidencia-se que um dos fatores motivacionais da fome é a desigualdade de renda. Tendo em vista que, no Brasil, os 10% mais ricos detém quase toda renda nacional, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, a população mais pobre não possui condições de adquirir o próprio alimento e vivem em condições de vulnerabilidade alimentar. Isso provoca a subnutrição e em alguns casos morte, como mostra a Organização das Nações Unidas, 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano, por esse motivo.

Ademais, vale saliente que mesmo que muitos brasileiros sintam fome, o Brasil produz comida suficiente para alimentar 1,6 bilhões de pessoas, ou seja, produz um excende de 1,4 bilhões, de acordo com a Embraba. Assim sendo, percebe-se que o problema não é a falta de alimentos, mas a má distribuição deles. Isso se dá em consequência do agronegócio, que prefere exportar sua produção, tendo em vista a obtenção de maiores lucros. Essas pessoas estão acometidas pela Banalidade do Mal, explicada pela filosofia de Hannah Arendt, na qual ações cruéis como saber que existem pessoas que não têm o que comer e ignorá-las se tornam normais, devido a uma falta de refleção sobre suas ações cotidianas.

Logo, percebe-se que esse cenário precisa ser alterado. Portanto, é fundamental que o governo inicie o processo de reforma agrária, isso ocorre, repartindo as terras dos grandes latifúndiarios com os trabalhadores rurais que tenham necessidade de produzir nos terrenos. Para que assim a produção do Brasil seja destinada a própria população. Com a finalidade de diminuir a fome da nação.