A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 19/08/2021

A Carta Magna de 1988 estabeleceu o princípio de isonomia, isto é, igualdade entre todos perante a lei. Sob esse viés, é notório que a legislação não é concretizada, a fome é uma dificuldade enfrentada todos os dias por um corpo social restrito de direitos. Nesse sentido, ao observar esse impasse, sabe-se que ele está vinculado à desigualdade social e à falta de investimento. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar a desigualdade social como uma das causas desta problemática. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o Brasil é o 7º país mais desigual do mundo, ficando atrás somente da África – ou seja, um país rico em cultura é carente na distribuição de renda. Além disso, há uma escassez alimentícia imensurável que afeta todas as regiões, principalmente, o nordeste - um núcleo favorecido em agricultura de subsistência - por outro lado, pobre em organização e, consequentemente, desfavorece os indivíduos que mais possuem carência financeira. Desse modo, são necessárias ações para mitigar a vigência dessa atividade.

Ademais, é fundamental à falta de investimento como impulsionador do problema no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas – a taxa de investimento no Brasil, somando setores públicos e privados, está em seu menor nível nos últimos 50 anos – ou seja, há uma precariedade em investimentos na alimentação brasileira. Como também, o fornecimento de alimentos é insatisfatório, visto que o compartilhamento de cestas básicas que ajudam famílias com baixa renda e moradores de rua é precário e não há cestas para todos, o que torna uma grande parte da população exclusa. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome – responsável por administrar a distribuição alimentar – e a Mídia – grande difusora de informações – ofereçam campanhas por meio de avaliações mensais em ruas e comunidades baixa renda, busquem também divulgar projetos de conscientização em redes sociais e em casas de apoio para beneficiar a todos que buscam uma vida melhor. Outrossim, urge que haja em instituições escolares, reuniões com pais proporcionando a doação de cestas básicas mensalmente para estimular a ida da criança a escola, a fim de que possam favorecer a todos, tirando o rótulo de pessoas exclusas perante ao corpo social. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais justa, garantindo o direito entre todos, como afirma a Carta Magna.