A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/08/2021
Revolução agrícola, também conhecida como revolução neolítica, marca o processo da transição da vida de caça e coleta nômade, para o sedentarismo agrícola. Desde então, diversas tecnologias foram implementadas para aumentar e melhorar a produtividade de terras agrícolas, criando a possibilidade de um país alimentar a si mesmo e a outros. Porém, mesmo com esses avanços, ainda é aparente que a problemática da fome devido à má administração desses recursos, se faz presente no Brasil, demonstrando o que a falta de responsabilidade governamental pode gerar, fazendo-se necessário medidas que inibam a continuação do problema.
Em um primeiro plano, convém ressaltar que segundo um estudo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente aos anos de 2017 e 2018, mais de 10.3 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar grave. Em outras palavras, passam fome decorrente da real falta de alimentos. Isto posto, é evidente que a temática está calcada em frutos da desigualdade social, oriunda da grande diferença no acúmulo de capital existente entre as classes sociais, o que induz o consumismo de uns e limita os de outros.
Ademais, seguindo os pilares da Constituição Federal, que possuem liberdade e igualdade como direitos fundamentais a todos os indivíduos, é cabível dizer que esses benefícios não são garantidos devido à falta de políticas públicas focadas nos mais vulneráveis. Apesar de ser um dos alvos da ONU acabar com a fome, programas brasileiros como o “Fome Zero”, que oferecia acesso à alimentação, não teve continuidade em trocas de governos, deixando famílias em condições de necessidade. Assim sendo, é necessário que esses projetos continuem independente do término de um mandato.
Urge, então, ações governamentais buscando acabar com esta problemática, com pensamentos voltados para o presente e para o futuro. A princípio, cabe ao Ministério da Saúde organizar palestras sobre o tema, para a conscientização da população acerca do assunto, e como agir diante dele, além de voltar com programas que possuam como alvo ajudar quem passa fome, tal como o “Fome Zero” funcionava. Pensando no longo prazo, é essencial que o Ministério da Educação adicione aulas de cidadania e ética na grade comum curricular, ensinando os direitos e deveres de todos os cidadãos, para que assim, a sociedade em um futuro próximo, viva em harmonia. Com o fito de acelerar esse processo, é essencial que o Tribunal de Contas da União libere esses recursos, e só assim esse problema deixará de existir.